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Cada uma pega um. Coloco o meu de lado enquanto Rachel senta de novo na minha frente, e começo a abrir o presente dela. Apesar de ser apenas um mês, sentirei muito a sua falta. Na foto de Rachel, seu rosto bonito está de lado, parcialmente escondido pela mão, como se ela não quisesse tirar a foto. — É pra parecer que estou sendo perseguida pelos paparazzi — diz ela. — Como se eu fosse uma atriz famosa saindo de um restaurante caro. Na vida real, provavelmente haveria um enorme guarda-costas atrás de mim, mas. — Mas você não é atriz — diz Elizabeth. — Você quer ser cenógrafa. — Isso é uma parte do plano — diz Rachel. — Você sabe quantas atrizes existem no mundo? Milhões. E todas estão se esforçando muito para serem notadas, o que me desanima demais. Um dia, enquanto eu estiver projetando cenários para um produtor famoso, ele vai me dar uma olhada e simplesmente saber que é um desperdício me deixar atrás das câmeras. Eu deveria estar na frente delas. E ele vai ter todo o mérito por me descobrir, mas na verdade eu vou fazê-lo me descobrir. — O que me preocupa — digo — é que eu sei que você acredita que vai acontecer exatamente desse jeito. Rachel toma um gole do café. — Porque vai.

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Da sala da televisão, que dava para a sala de jantar, vinham os ruídos do aparelho — Julie estava assistindo a This is your life. A cozinha, que ficava do outro lado da sala de jantar, estava vazia, e pelo visto, como era a folga de Carlota, os Patimkin tinham jantado no clube. O quarto do casal ficava no meio da casa, ao lado do quarto de Julie, e por um momento tive vontade de ver o tamanho da cama em que dormiam aqueles gigantes — eu a imaginava larga e profunda como uma piscina —, porém resolvi deixar aquela investigação para quando Julie não estivesse na casa. Em vez disso, abri a porta da cozinha que dava para o subsolo. Lá embaixo havia um frescor diferente do que eu percebera na casa, e senti também um cheiro, coisa inexistente no andar de cima. O subsolo era cavernoso mas ao mesmo tempo agradável, como as cavernas de mentira que as crianças inventam para brincar em dias de chuva, nos armários do corredor, debaixo de cobertores ou entre os pés da mesa da sala de jantar. Tendo descido a escada, acendi a luz e não me surpreendi ao ver as paredes cobertas de lambris, os móveis de bambu, a mesa de pingue-pongue e o bar forrado de espelhos, equipado com copos de todo tipo e tamanho, balde de gelo, garrafa de cristal, coqueteleira, mexedor, copo de aguardente, tigela para salgadinhos — toda a parafernália orgiástica em abundância, organizada e intacta, como só se poderia encontrar no bar de um homem rico que jamais recebe visitas que bebem, que não bebe ele próprio e que, na verdade, é alvo de um olhar de repreensão de sua mulher quando, uma vez a cada dois ou três meses, toma um aperitivo antes do jantar. Entrei no bar, onde havia uma pia de alumínio que não via um copo sujo, sou capaz de apostar, desde o bar mitzvah de Ron, e que provavelmente só veria outro quando um dos filhos dos Patimkin se casasse ou noivasse. Só não tomei um drinque — uma vingança malévola por me terem imposto a condição de criado — por não ter coragem de rasgar o selo de uma garrafa de uísque fechada. Ali, para beber, era preciso rasgar o selo da garrafa. Na prateleira dos fundos do bar havia duas dúzias de garrafas — vinte e três, para ser exato — de Jack Daniels, e do colarinho de cada uma delas pendia um livrinho que explicava ao freguês como era chique aquela bebida. E acima das garrafas de Jack Daniels havia ainda mais fotos: a ampliação de uma fotografia de jornal em que Ron segurava uma bola de basquete com uma das mãos como se fosse uma passa; dizia a legenda: “Ao centro, Ronald Patimkin, Millburn High School, um metro e noventa e dois, noventa e oito quilos”. E havia mais uma foto de Brenda montada num cavalo, e ao lado dela um quadro de veludo em que estavam espetadas fitas e medalhas: Concurso Hípico do Condado de Essex 1949, Concurso Hípico do Condado de Union 1950, Feira Estadual de Nova Jersey 1952, Concurso Hípico do Condado de Morristown 1953, e assim por diante — tudo isso fora Brenda que ganhara, dando saltos ou correndo ou galopando, ou seja lá o que fazem as meninas para ganhar medalhas. Em toda a casa eu não tinha visto uma única foto do sr. Patimkin. No resto do subsolo, fora da sala ampla forrada de lambris, as paredes eram de cimento cinza e o chão era forrado de linóleo, e havia incontáveis aparelhos eletrodomésticos, entre eles um freezer dentro do qual toda uma família de esquimós poderia morar. Ao lado do freezer, curiosamente, ficava uma geladeira velha, bem alta; a presença daquela antiguidade me fez pensar nas raízes dos Patimkin em Newark. Aquela mesma geladeira outrora ficava na cozinha do apartamento de uma casa compartilhada por quatro famílias, provavelmente no mesmo bairro onde eu vivera toda minha vida, primeiro com meus pais e depois — quando os dois foram embora, tossindo, para o Arizona — com meus tios. Depois do ataque de Pearl Harbor, a geladeira mudara para Short Hills; a Pias de Cozinha e Banheiro Patimkin fora à guerra: nenhum alojamento de soldados era considerado acabado enquanto não ostentasse toda uma fileira de pias Patimkin no banheiro.

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De tanto agitar nossa sensação de estranheza e novidade, geramos uma espuma que se assemelhava ao amor, e não ousávamos insistir demais naquela brincadeira, falar demais naquilo, com medo de que a espuma baixasse e morresse. Assim, alternávamos entre as espreguiçadeiras e a água, a fala e o silêncio, e levando-se em conta a tensão inevitável que Brenda me inspirava, e as muralhas de ego que se elevavam, com contrafortes e tudo, entre ela e seu autoconhecimento, até que nos saímos muito bem. Por volta das quatro horas, no fundo da piscina, Brenda de repente desvencilhou-se de mim e subiu até a superfície. Na mesma hora, subi também. “O que foi? , perguntei. Primeiro ela tirou o cabelo da testa com um gesto brusco. Depois indicou com a mão a outra extremidade da piscina. “Meu irmão”, explicou, tossindo para expelir um pouco de água. E de súbito, como um Proteu com cabelo à escovinha que surgisse do mar, Ron Patimkin emergiu das mesmas profundezas que habitávamos pouco antes, e sua imensidão estendeu-se diante de nós. “Oi, Bren”, ele disse, espadanando água com a palma da mão, fazendo um pequeno furacão se chocar contra Brenda e mim. “Por que é que você está tão contente? , ela quis saber. “Os Yankees ganharam duas. “Quer dizer que hoje no jantar só vai dar Mickey Mantle? , Brenda perguntou. “Quando os Yankees ganham”, explicou para mim, mantendo-se flutuando na vertical com tanta facilidade como se o cloro sob seus pés tivesse se transformado em mármore, “a gente põe um lugar a mais pro Mickey Mantle. “Vamos ver quem chega primeiro? , Ron perguntou. “Não, Ronald.

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Lou Reed: Andy projetava seus filmes em cima da gente. Nos vestimos de preto pra que desse pra ver o filme. De qualquer modo, a gente sempre andava de preto. Billy Name: Chamou-se Uptight with Andy Warhol, e não era só um festival de filmes de Warhol, era uma espécie de happening com os filmes de Andy Warhol – os filmes eram projetados em cima das pessoas que apareciam nos filmes enquanto elas mesmas dançavam em cima do palco. Na verdade a gente fez um filme do Velvet Underground e Nico pra poder projetar neles enquanto tocavam na Cinemathèque. A coisa toda de início foi chamada de Uptight porque quando Andy fazia alguma coisa todo mundo ficava tenso. Andy era uma espécie de antítese do que os artistas românticos de vanguarda eram naquele tempo. Cineastas como Stan Brakhage e Stan Vanderbeek ainda eram artistas boêmios heróicos de vanguarda, ao passo que Andy não era sequer um anti- herói, era um zero. E isso fez com que eles rangessem os dentes por Warhol se tornar reconhecido como o centro daquela coisa que eles tinham criado. Então todo mundo sempre ficava ligado quando ele aparecia. Todos os outros cineastas undergrounds se arrepiavam como se alguém estivesse riscando uma lousa com giz – “Oh, não, Andy Warhol de novo, não! Nico: Meu nome ficou em algum lugar perto do rodapé do programa, e chorei. Andy disse pra eu não me importar, era só um ensaio. Tocaram o disco de Bob Dylan com a canção “I’ll Keep It with Mine” porque de outro modo eu não teria o suficiente pra cantar. Lou queria cantar tudo. Eu tinha que ficar lá e cantar em cima do disco. Tive que fazer isso toda noite durante uma semana. Foi o show mais estúpido que já fiz. Edie Sedgwick tentou cantar junto, mas não conseguiu.

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Pigarreei e continuei a falar, porque eu não sabia ficar em silêncio. — Foi um belo discurso. Ele me fitou com frieza antes de virar a cabeça para o outro lado. Continuei: — Você realmente demonstrou que seu pai foi um homem bom e gentil, que mudou sua vida e a de outras pessoas. Seu discurso de hoje à noite. foi simplesmente. — Fiz uma pausa, procurando a palavra certa para descrever o discurso fúnebre dele. — Uma bobagem — concluiu Graham. Eu me empertiguei. — Como? — Aquele discurso foi uma grande bobagem. Alguém o deixou lá fora. Um estranho o escreveu e colou na parede do estádio, alguém que provavelmente nunca passou dez minutos na mesma sala que o meu pai, porque, se tivesse feito isso, saberia a merda de pessoa que Kent Russell era. — Então você plagiou o discurso que fez no funeral do seu pai? — Quando você fala assim, parece terrível — retrucou ele, seco. — Provavelmente porque é terrível mesmo. — Meu pai foi um homem cruel que manipulava as situações e as pessoas de forma que pudesse ganhar dinheiro com elas. Ele ria do fato de os leitores pagarem pelas merdas que ele escrevia em seus livros de autoajuda e por viverem seguindo as orientações daqueles lixos. Sabe o Trinta dias para ter uma vida sóbria?

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